03/07/2009 19:16

Fila de espera em creche aumenta 152 vagas por dia


A o déficit de vagas em creches na cidade de São Paulo cresce assustadoramente e a Prefeitura tem sido incapaz de dar conta de uma demanda que em junho último somou cerca de 85 mil inscritos. Leia a seguir reportagem sobre o tema de Gilberto Yoshinaga e Aline Masso publicada pelo jornal Agora.

A fila de espera por vagas nas creches públicas de São Paulo ganhou, neste ano, uma média de 152 novos nomes por dia. A demanda, que era de 57.607 crianças em 31 de dezembro do ano passado, chegou a 84.807 crianças sem vaga no relatório fechado em 28 de junho, divulgado anteontem pela Secretaria Municipal da Educação. A alta corresponde a 47,21%.

Se o número de crianças na fila de espera não crescer mais, a gestão Gilberto Kassab (DEM) ainda precisará abrir 66,41 vagas por dia, a partir de hoje, para conseguir cumprir sua promessa de campanha de zerar o déficit nas creches até o final de seu mandato –em dezembro de 2012. Ou seja: só para atender à demanda atual, seria necessário oferecer cerca de 2.000 vagas por mês, sem incluir a média diária de 152 novos nomes que aumentam a fila.

Sete distritos da zona sul lideram o ranking da demanda por vagas. Juntas, essas regiões concentram quase 25 mil crianças sem creche, ou 29,4% da fila de espera dos 96 distritos do município.
Em dezembro do ano passado, o déficit nesses sete distritos era de 17 mil vagas

Espera

Há um ano à procura de uma vaga para a filha de um ano e nove meses, Vanessa Santos, 21 anos, mora no Capão Redondo (zona sul de SP) e conta que, quando vai à creche municipal, ocorre sempre a mesma coisa. “Eles me mostram uma lista imensa de nomes que estão na minha frente e dizem que no ano que vem vão me chamar”, afirma. Enquanto isso, ela não tem como procurar emprego.

Já a promotora de vendas Juliana dos Santos, 21, do Campo Limpo (zona sul de SP), conta com a ajuda da mãe, que cuida da filha enquanto ela trabalha. Ela está há um ano e meio na fila de espera da creche, que fica a cinco minutos de sua casa. “A promessa era que neste ano teria vaga, mas não ocorreu.”

Há 34 novas unidades

A Secretaria Municipal da Educação afirmou ontem que, neste ano, foram abertas quatro creches, que geraram 634 vagas.

A pasta disse também que, no primeiro semestre, foram firmados mais 30 parcerias com ONGs para o gerenciamento de creches conveniadas, mas o número de vagas geradas não foi divulgado. A prefeitura diz haver sete creches próprias em construção, mas também não passou o número de vagas que serão criadas.

Sobre o excesso de crianças sem vaga na zona sul, a secretaria disse se tratar de uma “região prioritária”, mas alegou que é difícil encontrar terrenos disponíveis nessa região.




enviada por José Américo



03/07/2009 16:22

Fila de vaga na creche ganha 152 nomes por dia

Problema presente desde o ínicio da gestão Kassab, o jornal Agora de hoje apresenta matéria sobre o deficit de vagas em creches. Veja o texto de Gilberto Yoshinaga e Aline Mazzo.



Vanessa Santos tenta há um ano a vaga para a filha

A fila de espera por vagas nas creches públicas de São Paulo ganhou, neste ano, uma média de 152 novos nomes por dia. A demanda, que era de 57.607 crianças em 31 de dezembro do ano passado, chegou a 84.807 crianças sem vaga no relatório fechado em 28 de junho, divulgado anteontem pela Secretaria Municipal da Educação. A alta corresponde a 47,21%.

Se o número de crianças na fila de espera não crescer mais, a gestão Gilberto Kassab (DEM) ainda precisará abrir 66,41 vagas por dia, a partir de hoje, para conseguir cumprir sua promessa de campanha de zerar o déficit nas creches até o final de seu mandato --em dezembro de 2012. Ou seja: só para atender à demanda atual, seria necessário oferecer cerca de 2.000 vagas por mês, sem incluir a média diária de 152 novos nomes que aumentam a fila.

Sete distritos da zona sul lideram o ranking da demanda por vagas. Juntas, essas regiões concentram quase 25 mil crianças sem creche, ou 29,4% da fila de espera dos 96 distritos do município.

Em dezembro do ano passado, o déficit nesses sete distritos era de 17 mil vagas.

À espera

Há um ano à procura de uma vaga para a filha de um ano e nove meses, Vanessa Santos, 21 anos, mora no Capão Redondo (zona sul de SP) e conta que, quando vai à creche municipal, ocorre sempre a mesma coisa. \\\"Eles me mostram uma lista imensa de nomes que estão na minha frente e dizem que no ano que vem vão me chamar\\\", afirma. Enquanto isso, ela não tem como procurar emprego.

Já a promotora de vendas Juliana dos Santos, 21, do Campo Limpo (zona sul de SP), conta com a ajuda da mãe, que cuida da filha enquanto ela trabalha. Ela está há um ano e meio na fila de espera da creche, que fica a cinco minutos de sua casa. \"A promessa era que neste ano teria vaga, mas não ocorreu.\"




enviada por Ronaldo Ximenes



01/07/2009 18:57

Ministério Público pega no pé do prefeito Kassab


Ministério Público está questionando o prefeito Kassab em várias áreas de sua administração, entre as quais a revisão do plano diretor e possíveis irregularidades na aquisição de merenda escolar. Leia a seguir reportagem publicada de Caio Junqueira, publicada hoje pelo jornal Valor.


O Ministério Público do Estado de São Paulo foi o principal problema de Kassab nos seis primeiros meses de gestão. Atuando em três frentes, promotores conseguiram barrar o andamento do da maior proposta do prefeito para o ano, a revisão do Plano Diretor, trazer à tona suspeitas de fraudes em licitações da merenda escolar e colocar em risco o próprio cargo do prefeito.

O caso de maior repercussão é o da merenda escolar. O Ministério Público investiga a terceirização da distribuição da merenda na cidade, sob suspeita de formação de cartel e pagamento de propina a funcionários públicos.

De acordo com o promotor Silvio Marques, já foram reunidos diversos indícios de fraudes em contratos na capital e de pagamento de propinas na ordem de 10% do valor faturado por mês pelas empresas. A prefeitura determinou que fosse realizada nova licitação, mas não acatou a recomendação do promotor e permitiu que as empresas suspeitas participassem da nova concorrência. “Quem contratar essas empresas vai sofrer ação de improbidade, pois sabem que há provas inequívocas de irregularidades”, afirma Marques.

Outro problema ocorreu com a revisão do Plano Diretor. A primeira derrota veio com a intervenção da promotoria de Habitação, que determinou que o plano fosse revisto separadamente das discussões da nova lei de zoneamento e do uso e ocupação do solo. Isso frustrou a expectativa da prefeitura de fazer alterações significativas na cidade. Anteontem veio outra derrota: uma liminar dentro dessa ação suspendeu a revisão do Plano Diretor, sob a justificativa de que a prefeitura tornou a revisão maior do que a lei permite. Em nota, a Prefeitura de São Paulo afirmou estar analisando o conteúdo da decisão proferida e que entrará com os recursos cabíveis.

Por fim, o prefeito teve problemas com a Justiça Eleitoral. O Ministério Público Eleitoral pediu a rejeição das contas das campanhas de Kassab por considerar irregulares as contribuições feitas por empresas que atuam como concessionárias de serviços públicos. O advogado de Kassab, Ricardo Penteado, afirma que os questionamentos do Ministério Público já foram objeto de julgamento pelo Tribunal Superior Eleitoral, permitindo a doação eleitoral de sócias de concessionárias. Isso, segundo o advogado, afasta a possibilidade de condenação do prefeito.(C.J)




enviada por José Américo



30/06/2009 18:34

O repúdio ao golpe em Honduras é generalizado

Veja abaixo a nota do Partido dos Trabalhadores sobre o golpe em Honduras. A nota foi divulgada hoje pelo presidente nacional do PT, deputado Rizardo Berzoini, e pelo secretário de relações internacionais, Valter Pomar.

Já manifestaram-se o presidente da Assembléia da ONU e o secretário-geral da entidade, a Organização dos Estados Americanos, o Sistema de Integração Centroamericana, os países da Alba, o Grupo do Rio, a Unasur, a União Européia e os EUA. O governo brasileiro deixou claro que não conciliação possível com o golpismo.

Em Honduras, há um único governo e um único presidente: Manuel Zelaya. Todo o nosso apoio ao povo hondurenho, em luta pela democracia.

Hoje, 30 de junho, ocorreu em São Paulo o primeiro ato público contra o golpe em Honduras. Nova manifestação ocorrerá no dia 2 de julho, também em São Paulo, em atividade realizada pela Central de Movimentos Sociais e partidos políticos, entre os quais o PT.

A direção do PT orienta seus filiados, especialmente os parlamentares e demais figuras públicas, a ampliar a denúncia e as mobilizações de solidariedade. O golpismo militar, articulados com os interesses oligárquicos e seus apoiadores incrustrados no parlamento e na judiciário, não pode vencer. O povo latino-americano, assim como o povo brasileiro, não quer a volta ao passado.

Ricardo Berzoini, presidente nacional do PT

Valter Pomar, secretário de relações internacionais




enviada por Ronaldo Ximenes



30/06/2009 15:06

Juiz suspense audiências para a revisão do Plano Diretor




Revisão do Plano Diretor pode levar a aumento
insuportável das construções


A Justição suspendeu as audiências públicas que discutem a revisão do Plano Diretor da cidade de São Paulo, em particular devido à proposta da prefeitura de eliminar vários artigos do plano diretor vigente. Se aprovada a supressão destes artigos, a prefeitura poderá ampliar o potencial construtivo em pelo menos 12 regiões da cidade. Leia a seguir reportagem publicada hoje pelo jornal O Estado de S. Paulo, de Diego Zanchetta.

O juiz Valentino Aparecido de Andrade, da 10ª Vara da Fazenda Pública de São Paulo, determinou ontem, em decisão liminar, a suspensão da parte central da revisão do Plano Diretor. Também ficam desqualificadas as três audiências públicas realizadas sobre o tema desde a semana passada. Com a decisão, também ficam suspensos os encontros que seriam realizados com associações de bairros até quinta-feira. Ao todo, seriam promovidas 37 audiências até setembro, antes de o projeto ser levado para votação em plenário. É a primeira derrota que a gestão do prefeito Gilberto Kassab (DEM) sofre na tentativa de rever os limites de adensamento impostos pela legislação em vigor, de 2002.

A liminar foi concedida com base em pedido feito por meio de uma ação civil pública impetrada pelo Ministério Público Estadual (MPE), em favor do Movimento Defenda SP e do Instituto Polis. Ao tentar revogar os artigos 1º ao 47 do antigo plano, o prefeito torna a abrangência da revisão maior do que a lei atual permite, segundo a decisão judicial. “Concedo, pois, a medida liminar para incontinenti determinar a supressão do tema que se refere à revogação dos artigos 1º a 47 da lei 13.885/2003. Determino a revogação das audiências públicas já realizadas”, diz a liminar do juiz da 10ª Vara da Fazenda.

A supressão dos artigos do antigo plano, vetada pela Justiça, permitiria ao prefeito, caso o projeto fosse aprovado, a revisão de estoques de empreendimentos em 12 distritos da capital saturados - conforme os parâmetros estabelecidos pela legislação de 2002. O governo deve recorrer da decisão. “Vamos resolver o problema jurídico, sem enfrentamento, e tentar retomar a discussão em agosto. Hoje nós vamos até o local avisar que a audiência não será mais realizada”, avisou no início da noite Carlos Apolinário (DEM). O vereador governista seria o responsável ontem por conduzir a audiência no Sesc Consolação.

Para o oposicionista Chico Macena (PT), o prefeito tem de parar imediatamente a revisão. “O que a lei permitia eram pequenos ajustes. E não uma revisão que vai permitir, no futuro, outras mudanças de zoneamento. Não existe base legal para mudanças tão grandes”, considera o vereador. O MP também considera que a revisão infringe o artigo 208 do Plano Diretor Estratégico, que limitava a possibilidade de supressão dos artigos da atual lei.

Votações

A decisão do juiz também teve grande repercussão na Câmara, que ontem apenas discutiu projetos que estavam na pauta. Cinco sessões extraordinárias foram marcadas, a partir das 17h30 de hoje, para que possa ser votada hoje a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO).




enviada por José Américo



29/06/2009 00:56

Presidentes da América Central se reúnem para condenar golpe

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Manuel Zelaya, presidente legítimo de Honduras.

Em reunião que será realizada nesta segunda-feira( dia 29/06) em Manágua, na Nicarágua, os presidentes dos países da América Central devem condenar o golpe de estado contra o presidente constitucional de Honduras, Manuel Zelaya, conduzido por setores do exército daquele país neste domingo. Com legitimidade e grande poder de pressão, os governantes centroamericanos devem aprovar medidas para aprofundar o isolamento político dos golpistas, com o objetivo de pressioná-los a recuarem do golpe e permitir a volta do presidente Zelaya. Duas reuniões serão realizadas em Manágua nesta segunda, uma da Alba -- Aliança Bolivariana para as Américas, fundada por Hugo Chaves e da qual Honduras faz parte, e outra, com todos os países da América Central, do denominado Sistema de Integração Centro-Americana.

Neste domingo, a OEA se manifestou contra o golpe e o seu secretário-geral, José Manuel Isulza, se reuniu com o presidente de El Salvador, Maurício Funes, para discutir providências contra o afastamento do presidente constitucional de Honduras ( Isulza deverá também participar da reunião de Manágua).

Mesmo sem nenhum respaldo internacional -- até agora nenhum país se solidarizou com os usurpadores militares e civis --, o presidente do Congresso Hondurenho, e um dos líderes do golpe, Roberto Micheletti, tomou posse como presidente do país. Além do isolamento e da pressão internacional -- inclusive do presidente Barack Obama que pediu respeito à constituição -- o presidente ilegítimo e golpista, deve enfrentar nesta segunda-feira, uma greve geral convocada por sindicatos e entidades populares hondurenhas.

Micheletti tem apoio da elite econômica e política de honduras, incomodada com o governo reformista de Zelaya. O pretexto para o golpe foi a realização de uma consulta popular prevista para este domingo, determinada pelo presidente, com o objetivo de respaldar mudanças na constituição do país, entre as quais a possibilidade de reeleição do presidente da República ( a consulta não era imperativa).

Atuação do Brasil

Hoje, em seu programa de rádio Café com o Presidente, o presidente Lula condenou o golpe em Honduras e defendeu a volta de Manuel Zelaya à chefia do governo. Desde ontem, aliás,o chanceler brasileiro, Celso Amorim, vem fazendo contatos com o Departamento de Estado americano, com a OEA, a ONU e outros organismos regionais da América Central e do Caribe para encontrar uma solução pacífica para a crise, condicionada, evidentemente, à volta do presidente constitucional.




enviada por José Américo



26/06/2009 12:41
Deputados do PT disponibilizam telefone e e-mail para denúncias sobre a CDHU

A Bancada do PT na Assembleia Legislativa de São Paulo está disponibilizando aos cidadãos paulistas um número de telefone (11 3884 3124) e um endereço de e-mail (cpi.cdhu@ptalesp.org.br) para receber denúncias de irregularidades na CDHU (Companhia de Desenvolvimento Habitacional Urbano).

A companhia é alvo de uma CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) solicitada pelos deputados do PT para apurar denúncias de fraudes em licitações para a construção de casas no Estado de São Paulo. O estopim para o pedido da CPI foi a chamada “Máfia da Casinhas” - esquema de fraudes a licitação relacionada à construção dos empreendimentos da CDHU e desvio de dinheiro público na região de Presidente Prudente, também objeto de investigações promovidas pela Polícia Civil e Ministério Público.

Os deputados do PT querem levantar o máximo de informações para que possa de fato desvendar o esquema de corrupção instalado na CDHU. É neste sentido, que a Bancada do PT solicita aos cidadãos, lideranças políticas e sociais, que informem casos, de seu conhecimento, que já foram investigados ou que pairam suspeita de fraudes, bem como de conjuntos habitacionais da companhia que apresentam problemas de atraso na entrega das unidades ou estão paralisados.




enviada por Ronaldo Ximenes



26/06/2009 12:37

Confiança do consumidor pode trazer de volta o crescimento




O consumo das familias brasileiras representa 60% do PIB

Leia a seguir reportagem de Alessandra Saraiva, do jornal O Estado de S. Paulo, sobre a elevação da confiança do consumidor brasileiro constatada em recente pesquisa da FGV. O otimismo das pessoas em relação às compras volta a patamares anteriores ao agravamento da crise mundial e pode impulsionar a elevação da taxa de crescimento do PIB no segundo trimestre do ano ( no primeiro trimestre houve queda)B

O humor do consumidor voltou a mostrar os mesmos níveis apurados antes do agravamento da crise, em setembro do ano passado. O Índice de Confiança do Consumidor (ICC) subiu 4,1% em junho ante maio, após alta de 2,2% no mês passado, na mais intensa elevação da série histórica, iniciada em 2005. Para o coordenador do Núcleo de Pesquisas e Análises Econômicas da Fundação Getulio Vargas (FGV), Aloísio Campelo, a melhora nas intenções de compra do consumidor aponta para uma recuperação do Produto Interno Bruto (PIB) no segundo trimestre.

Para o economista, isso pode representar um resultado positivo ou próximo de zero para o PIB, ante o primeiro trimestre do ano. De janeiro a março, houve queda de 0,8% em relação ao quarto trimestre de 2008. “Não podemos nos esquecer que o consumo das famílias representa 60% do PIB. O consumidor está mais seguro para voltar a comprar”, afirmou.

O cálculo do ICC foi feito com base em entrevistas em mais de 2 mil domicílios, entre 29 de maio e 19 de junho. O índice é dividido em dois indicadores: o Índice de Situação Atual (ISA), que apresentou alta de 5,3% em junho e de 2,7% em maio; e o Índice de Expectativas (IE), que apurou aumento de 4,4% este mês, depois da alta de 2,3% em maio.

A melhora na confiança do consumidor em junho foi comandada por famílias de maior poder aquisitivo, moradoras de São Paulo. Somente entre as famílias com ganhos mensais acima de R$ 9,6 mil, o ICC subiu 6,7% em junho ante maio. Por sua vez, somente na cidade de São Paulo houve alta de 6,2% no índice de confiança, na mesma comparação.

“Precisamos nos lembrar que a crise teve origem financeira”, disse, explicando que a capital paulista conta com grande parte das famílias de maior poder aquisitivo e também investidores da Bolsa de Valores.

Todos os cinco quesitos que compõem o cálculo do ICC indicaram melhora em relação a maio. Porém, o que mais pesou no saldo positivo foi o de expectativas quanto aos rumos da economia. A parcela dos entrevistados que apostam em melhora na situação da economia local nos próximos seis meses subiu de 28,3% para 30,9%. Já o porcentual dos que projetam piora caiu de 18,4% para 14,8%, de maio para junho.

Segundo Campelo, o consumidor “não está nem muito otimista nem pessimista”. A melhor definição, argumenta, seria a de um estágio de “neutralidade”, primeiro passo para o início de retomada sustentável e crescente da confiança do consumidor. Mas admitiu que o nível dessa confiança, de 106,4 pontos, já alcança níveis semelhantes aos anteriores a setembro do ano passado, quando a crise global se agravou.

O cenário positivo é fundamentado por vários fatores: a percepção de melhora, pelo consumidor, do mercado de trabalho como um todo; a sensação de inflação mais baixa e estimativas de redução para os próximos meses, e a expectativa de novas reduções de juros. Isso ajudou a elevar de 13,6% para 14,5%, de maio para junho, a fatia dos consumidores que preveem gastar mais com a compra de bens duráveis nos próximos meses. Ao mesmo tempo, subiu de 29,4% para 31,8% o porcentual de pesquisados que projetam melhora em sua situação financeira familiar, nos próximos seis meses.




enviada por José Américo



25/06/2009 15:11

Tribunal aponta falhas em contas de Kassab de 2008


Apesar de recomendar a aprovação das contas da gestão de Gilberto Kassab de 2008, o Tribunal de Contas do Município aponta uma série de falhas em seu relatório que será enviado à Câmara Municipal. O Tribunal exige mudanças já para 2009. Uma delas se refere à necessidade de proporcionar maior transparência na execução dos contratos, pois a lei não está sendo devidamente cumprida, já que praticamente inexiste divulgação sobre o seu andamento. Outra linha de crítica do Tribunal diz respeito a metas não cumpridas pela gestão na área de transporte, como a construção de novos corredores de ônibus, apesar do enorme subsídio concedido às empresas -- um total de quase um bilhao de reais. Leia a seguir reportagem sobre o tema do repórter Eduardo Reina, do jornal O Estado de S. Paulo.

O Tribunal de Contas do Município (TCM) de São Paulo aprovou ontem, por unanimidade, parecer prévio sobre as contas do prefeito Gilberto Kassab (DEM) do ano passado. Agora, a decisão será encaminhada à Câmara, onde cabe o julgamento final. O TCM, no entanto, apresentou metas não cumpridas em várias áreas e também destacou falta de transparência na divulgação de despesas e contratações.

“Embora a implantação do sítio De olho nas contas apresente avanço, este tem duas limitações: não divulga algumas das informações exigidas pela Lei Municipal n.º 13.226, de 27 de novembro de 2001, como as relativas à progressão da execução contratual, bem como não contém informações de todos os contratos”, diz trecho da nota do conselheiro Maurício Faria.

Os conselheiros destacaram que em 2008 houve forte elevação das despesas terceirizadas da administração, uma expansão de 23,5% em relação a 2007. A verba para pagar serviços e empresas terceirizadas saltou de R$ 5,2 bilhões em 2007 para R$ 6,5 bilhões no ano passado.

Na área de transportes, aponta o TCM, foi necessário repasse de R$ 982 milhões, pois a receita tarifária, de R$ 3,5 bilhões, mostrou-se insuficiente para bancar o sistema de transporte coletivo. A previsão para o período 2006-2009 de implantação de controles eletrônicos de semáforos também foi ineficiente. E a operação de corredores viários padrão com sistema viário estratégico, que previa 1.941 km, não saiu do papel.




enviada por José Américo



25/06/2009 12:39

Sem recursos, Museu Afro Brasil fecha as portas

Inaugurado pela ex-prefeita Marta Suplicy, em 2004, o Museu Afro Brasil está fechado temporariamente para visitação. Apesar de mantido pela Prefeitura de São Paulo, a gestão Kassab conseguiu deixar a instituição sem recursos para o pagamento de funcionários e nem bancar as despesas com sua manutenção.

Segundo matéria publicada ontem pelo jornal O Estado de S. Paulo, a dívida já chega a R$ 200 mil. O museu vinha sendo financiado com apoio de empresas, via renúncia fiscal – a Petrobras chegou a destinar R$ 2 milhões por ano – mas ano passado a administração DEM/PSDB, que faz muita propaganda da sua suposta competência administrativa e mostra pouco serviço, não conseguiu aprovar o projeto de incentivo cultural junto ao governo federal. Diante disso, teve que interromper as atividades.

Só após o atraso no pagamento dos salários foi encontrada uma solução. A instituição assinou um convênio com o governo do Estado, válido até 2012, no valor total de R$ 28 milhões. Em breve, o museu, localizado no Ibirapuera, voltará a abrir as portas.

Entidades de defesa do movimento negro lamentaram a situação a que chegou o museu. “É um absurdo ter chegado aonde chegou. Isso é reflexo do valor que a administração municipal, e a própria sociedade, dava a ele”, disse ao Estadão Edna Roland, coordenadora, entre 2003 e 2005, da Área de Combate ao Racismo e Discriminação da Unesco no Brasil. “Que isso mude a partir de agora”, completou.




enviada por Ronaldo Ximenes



24/06/2009 16:29

Em Mauá, Marta diz que PT sabe recuperar prefeituras




Oswaldo Dias, prefeito de Mauá

Em visita à cidade de Mauá, no dia de ontem, a ex-prefeita de São Paulo e ex-ministra do Turismo destacou o trabalho de recuperação da cidade que vem sendo implementado pelo prefeito petista, Oswaldo Dias. Depois de governar Mauá por oito anos oito anos ( 1996 a 2004, Oswaldo herdou uma administração desorganizada e com uma imensa dívida. Marta comparou o desafio de Oswaldo Dias com o que ela teve de enfrentar em São Paulo quando substituiu Celso Pita, em 2000. Leia a seguir reportagem do Diário, de Leandro Amaral.

A ex-prefeita de São Paulo, Marta Suplicy (PT), comparou a realidade da administração municipal herdada em Mauá, por Oswaldo Dias (PT), com o próprio cenário ao assumir o Executivo paulistano em 2001. Segundo a ex-ministra do Turismo, o PT está especialista em reverter situações desfavoráveis no comando das cidades.

“O PT está ficando especialista em pegar prefeitura dilapidada e pôr em pé de novo. Os desafios são grandes”, disse, ao fazer um paralelo entre os respectivos antecessores, Leonel Damo (Mauá) e Celso Pitta (São Paulo). “Mas é possível vencer, pois o administrador é competente”, completou, referindo-se ao prefeito e correligionário petista.

Marta Suplicy esteve no fim da tarde desta terça-feira (23/06) no gabinete de Oswaldo Dias, para expressar, segundo ela, um ato de cortesia. Entre os assuntos discutidos entre os dois, destaque para os investimentos no hospital Dr. Radamés Nardini. “Falamos dos problemas da cidade e de política. Eu já falei com o Temporão (José, ministro da Saúde) sobre o Nardini. E ele me respondeu que tem muito interesse em ajudar. Inclusive, o projeto já está lá”, revelou.

Os recursos pleiteados pela prefeitura de Mauá visam à reforma do equipamento de saúde que, atualmente, convive com precariedades. Apesar de constar verba nos cofres públicos, o chefe do Executivo faz questão de enfatizar que o montante não pode ser utilizado com autonomia. “No governo passado se jogava tudo (verbas) em caixa comum. Agora aparece, mas a verba é vinculada”, disse Dias.

Durante a conversa com Marta, Oswaldo ainda comemorou a aprovação na Câmara do projeto de lei que autoriza a transferência da gestão do Hospital Nardini para uma Organização Social (OS).

Além de discorrerem sobre a saúde, os petistas trataram também da implantação do campus da Universidade Federal do ABC na cidade. Neste aspecto, o Executivo já indicou dois possíveis terrenos para a execução do projeto. Porém, as áreas estão subordinadas ao crivo do Ministério da Educação. Marta e Oswaldo também trocaram ideias para a formatação do projeto que amplia o estádio municipal.

2010

Ao comentar os arranjos arquitetados para o pleito de 2010, Marta Suplicy foi enfática. “Eu apoio à candidatura do Palocci (Antonio, ex-ministro da fazenda do governo Lula)”, disse. “Caso ele não seja candidato eu vou avaliar a questão”, completou, descartando a possibilidade do PT apoiar uma possível candidatura aliada à sucessão do governo paulista como a do deputado Federal Ciro Gomes (PSB).




enviada por José Américo



23/06/2009 17:00

Entidades protestam contra revisão do Plano Diretor de SP


Leia reportagem publicada hoje pelo jornal O Estado de S. Paulo, de Diego Zanchetta, sobre a audiência pública realizada ontem na Câmara Municipal, que debateu a revisão do Plano Diretor da cidade. A maioria dos representes de entidades presentes vaiou o prefeito Kassab, que esteve presente no início da audiência, em protesto contra a proposta de revisão da prefeitura que, na opinião das entidades, muda profundamente o Plano Diretor vigente, concedendo uma liberdade de construção sem precedentes ao setor imobiliário.

Sob protestos de representantes de entidades e associações de bairros, o prefeito Gilberto Kassab (DEM) fez ontem na Câmara um discurso de seis minutos em defesa da revisão do Plano Diretor Estratégico (PDE). Se for aprovado pelo Legislativo, o projeto permite ao Executivo rever, por meio de lei complementar, a disponibilidade de estoques imobiliários em 12 dos 91 distritos de São Paulo que já atingiram o limite de verticalização. Pelo plano anterior, de 2002, regiões como Morumbi, Liberdade e Cambuci tiveram os estoques de empreendimentos esgotados com o boom imobiliário dos últimos três anos.

O governo trabalha para conseguir a autorização dos vereadores, em duas votações, até o fim do ano. Secretários de Kassab consideram que em 2010 - ano no qual vereadores devem disputar vagas de deputado federal e estadual - será difícil votar mudanças estruturais para a capital. Outro objetivo da revisão, segundo o governo, é promover um adensamento ordenado ao longo da malha ferroviária, em regiões com boa infraestrutura de transporte, próximas das futuras estações do Metrô e de terminais de ônibus.

A primeira das 37 audiências que serão realizadas até setembro reuniu cerca de 500 pessoas no plenário da Câmara. A maior parte da plateia criticou a revisão do plano e o prefeito. Ao informar que faria um discurso e não participaria do debate, Kassab foi vaiado. Acompanhado de secretários e assessores, ainda recebeu cópia de nova ação, encabeçada pelo Movimento Nossa São Paulo, pedindo a retirada imediata do projeto do Legislativo. Faixas com a inscrição “São Paulo está à venda” foram espalhadas no auditório do plenário.

O prefeito considerou as críticas válidas. “À medida em que as audiências forem realizadas, teremos um aperfeiçoamento do projeto. Temos convicção de que a revisão será um importante instrumento para o desenvolvimento da cidade. E estamos alerta às críticas.” Para permanecer no debate com representantes de entidades, o prefeito escalou o secretário de Desenvolvimento Urbano, Miguel Bucalen.

A presença de Kassab lotou a Câmara como poucas vezes nos últimos quatro anos. Meia hora antes da audiência, assessores da Câmara avisavam que já não havia lugares. A maioria dos 55 vereadores também estava no plenário. “O que está sendo proposto extrapola o limite legal que o plano anterior permitia para sua futura revisão. As entidades nunca foram recebidas pelo prefeito, que sempre recebe o Secovi, por exemplo. A percepção que fica, quando o prefeito deixa de receber as entidades, é a de que São Paulo realmente está à mercê de interesses imobiliários”, disse Heitor Marzagão, diretor executivo do Nossa São Paulo. Coordenador do Núcleo de Habitação da Defensoria Pública do Estado, Carlos Loureiro considera a proposta do Executivo ilegal. “A Prefeitura violou o Estatuto das Cidades ao não capacitar as lideranças comunitárias para entender o plano e não dar publicidade às mudanças”, disse Loureiro, que defende “cursos” para lideranças entenderem o plano.




enviada por José Américo






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Você vai encontrar neste espaço informações, projetos e comentários sobre São Paulo. O objetivo é discutir problemas, buscar soluções, mas também retratar a extraordinária diversidade cultural, comportamental e humana da cidade. Esperamos igualmente contribuir para uma reflexão mais ampla sobre São Paulo e suas principais escolhas.

Perfil

José Américo é jornalista e vereador. Trabalhou no Diário do Comércio, na Folha de S. Paulo e em outras publicações paulistanas. Lecionou nos cursos de jornalismo da Faculdade de Comunicação Social Cásper Líbero e da UniSant'Anna. Foi secretário de Abastecimento e de Comunicação da cidade de São Paulo, na gestão da ex-prefeita, Marta Suplicy, e secretário de comunicação em Mauá, no ABC paulista. Coordenou os programas de TV e Rádio das campanhas presidenciais de Lula, em 1989 e em 1998. Atualmente, José Américo é também presidente do Diretório Municipal do PT da cidade de São Paulo.

 







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