27/08/2008 11:43
Kassab se "apropria" de obra alheia, diz Marta





RANIER BRAGON - Folha de S. Paulo

Petista sinaliza tentativa de polarizar com prefeito, que, segundo avaliação do PT, seria mais facilmente derrotado no 2º turno

Após diminuir diferença em relação a Alckmin para dez pontos percentuais, Kassab tem estimulado polarização com críticas à ex-prefeita

Ao acusar ontem o prefeito Gilberto Kassab (DEM) de se "apropriar" de obras alheias e de ter "planejado" as escolas de lata, a candidata do PT à Prefeitura de São Paulo, Marta Suplicy, sinalizou que deve alimentar daqui pra frente a polarização que há semanas vem sendo estimulada pelo prefeito.
Tendo diminuído na última pesquisa Datafolha à metade a distância que o separa de Geraldo Alckmin (PSDB) -de 21 pontos percentuais para 10-, Kassab é visto por muitos petistas como o adversário "ideal" de Marta no segundo turno. Ela lidera, com 41%. Alckmin tem 24%; Kassab, 14%.

O raciocínio do PT lembra a taxa de rejeição -a de Kassab é de 32%, o dobro da de Alckmin- e a simulação de segundo turno: o Datafolha indica que hoje Marta venceria Kassab com folga de 20 pontos. Contra Alckmin, há empate técnico.

Nas últimas semanas, Marta vinha se negando a responder aos ataques do prefeito, diferentemente do que ocorreu ontem: "Ele se apropria de obras dos outros", disse, em relação à afirmação de Kassab de que fez dois hospitais. "As escolas de lata foram construídas todinhas na gestão do [Celso] Pitta, da qual o Kassab era o secretário de Planejamento. (...) Ele [Kassab] planejou as escolas."

Kassab tem repetido em seu programa que acabou com essas escolas -que esquentavam demais no verão-, embora não seja essa toda a história. Das 51 escolas de lata que existiam no início da atual gestão, 44 foram substituídas quando o prefeito ainda era José Serra (PSDB). Kassab era o vice.

"Marta deixou para Kassab 75 mil crianças estudando em salas de lata", diz a assessoria da campanha do DEM.

As declarações de Marta foram feitas após palestra a empresários do comércio. No discurso, ao falar dos camelôs ela disse que o contrabando deve ser banido com "violência".

"Tem que ser banido da cidade com muita violência." Assessores afirmaram depois que Marta não se referiu a violência física, mas a "rigor".


enviada por Igor Souza



27/08/2008 11:25
PSDB e DEM tentam salvar aliança

Raymundo Costa - VALOR

Em crise diante do crescimento da candidatura de Gilberto Kassab (DEM) e da queda de Geraldo Alckmin (PSDB) nas pesquisas de opinião, tucanos de São Paulo já falam em administrar a eleição com o “menor nível de dano possível” para poder chegar ao final da campanha e assegurar uma aliança no segundo turno com o Democratas. “Essa é uma desgraça anunciada há muito tempo”, avaliou, desolado, um cacique tucano.

A situação é considerada crítica e na avaliação dos dirigentes partidários só quem tem a perder é o PSDB. De fato, ontem o Democratas enviou um recado aos tucanos paulistanos que diz que quem tem que encontrar uma solução para o problema é o PSDB. Nas entrelinhas, a eventual renúncia de Alckmin, visto ser improvável que ele mantenha uma campanha sem atacar o prefeito candidato à reeleição.

No PT, o confronto entre Democratas e os tucanos de Geraldo Alckmin e do governador de São Paulo, José Serra, levou o partido a começar a considerar a hipótese de Marta Suplicy vencer ainda no primeiro turno da eleição de 5 de outubro. “Uma hipótese que passou a ser visível, mas uma equação muito difícil de fechar”, segundo dirigente.

Uma vitória no primeiro turno, na avaliação real dos petistas, somente terá condições objetivas de ocorrer com o agravamento do confronto entre os grupos de Serra e Alckmin, mais o Democratas de Gilberto Kassab. Algo que eles já não julgam tão improvável e deixa perplexo o Democratas. No DEM, a única explicação encontrada para a profundidade do racha tucano é a disputa entre José Serra e o governador Aécio Neves em torno da sucessão do presidente Lula.

O Democratas avalia ser impossível que todos os problemas do PSDB tenham “se encavalado” num momento só, às vésperas das eleições municipais. Outra explicação é que Alckmin se iludiu com a votação que teve contra Lula na cidade de São Paulo, nas eleições de 2006.

Enquanto observa o que acontece do outro lado, a campanha de Marta Suplicy decidiu manter a estratégia até agora adotada, cuja melhor tradução seria seu programa de TV. Segundo petistas, uma espécie de reedição da campanha vitoriosa de Luiz Inácio Lula da Silva em 2002: “Marta Paz e Amor”. Resumo feito por um deputado ligado à campanha de Marta: o PT está tranqüilo, o PSDB, em confusão.

Os tucanos ligados ao governador José Serra têm evitado falar sobre a crise na campanha de Alckmin, para não agravar ainda mais o problema. A avaliação dos dirigentes tucanos é que o quadro está muito confuso, mas era um quadro previsível. Tudo o que ocorreu na primeira semana de campanha teria sido previsto. Mais do que isso, houve várias tentativas de convencer Alckmin de que não se poderia chegar a essa situação, pois ela fatalmente levará a uma campanha muito difícil, cheia de conflitos.

O raciocínio básico era e ainda é o seguinte: Numa campanha eleitoral, a situação nunca tem dois candidatos. Podem ser dez os candidatos, que nove serão da oposição, seja ela a oposição light ou a oposição radical. Mas só um será o candidato da continuidade, e em São Paulo este nome era e ainda é o de Kassab.

Ou seja, não havia jeito: Geraldo Alckmin seria um candidato de oposição, cuja essência é o conflito, e como tal ele teria de fazer oposição aos aliados (o DEM e Kassab), ao PSDB (que ainda governa São Paulo por meio dos quadros que manteve na prefeitura) e aos companheiros (José Serra, que apoiou a candidatura Democrata).

Na contra-mão da pressão do Democratas, no entanto, o PSDB não acredita que possa ocorrer alguma mudança no atual quadro eleitoral de São Paulo. “Não dá para imaginar”, disse um tucano ligado à candidatura Kassab. “Esse quadro vai se manter, o que nós temos que fazer é administrar da melhor maneira possível até o final, de modo a assegurar os apoios no segundo turno”.

Os tucanos procuram se impor uma lei do silêncio porque consideram que qualquer frase, mesmo vazia, é muito explorada politicamente. Ontem, por exemplo, os jornais estamparam uma frase de Alckmin segundo a qual o apoio de Serra não teria “efeito prático” na eleição. Os serristas afirmam que Alckmin apenas afirmou o óbvio: em São Paulo, o apoio de Serra ou de Lula a um dos candidatos não terá nenhum efeito prático do ponto de vista da opinião pública.

Nem Lula nem Serra, segundo essa avaliação, teriam condições de transferir votos a ponto de influir no resultado da eleição. No máximo o que pode acontecer é José Serra consolidar a imagem de Kassab como o candidato da continuidade. Como o prefeito é um candidato cuja gestão é bem avaliada, ele pode se beneficiar da idéia continuísta.

O temor dos serristas é que a campanha de Alckmin agora possa enveredar “contra o nosso governo, as nossas pessoas”. Em geral, acredita-se que Kassab roubará mais pontos do tucano. Como ocorria na eleição de 2006, enquanto Lula disparava nas pesquisas, correligionários de Alckmin se limitam a dizer que o crescimento de Kassab era previsível, mas que a situação deve mudar, passado o impacto da primeira semana de campanha.


enviada por Igor Souza



27/08/2008 11:19
Contra argumentos não há fatos

Luiz Weis - O Estado de São Paulo

Entra eleição, sai eleição - e duas lendas continuam inabaláveis. Uma é a de que o horário gratuito é uma enganação. Outra é a de que o eleitor não dá a mínima para os partidos. A persistência desses clichês, apesar do acúmulo de evidências em contrário, parece dar razão aos que acham que, sendo as mentalidades o que são, o ditado certo é o que põe de ponta-cabeça a forma original: contra argumentos não há fatos.

No caso da propaganda no rádio e na TV, os fatos conhecidos não batem com a visão preconcebida - ou preconceituosa - de que ela afeta perversamente o voto popular, ao mistificar um público tosco o bastante, em geral, para aceitar pelo valor de face as patranhas que os marqueteiros lhe infligem. Isso, segue o raciocínio, quando o eleitor lhes dá trela, em vez de fazer qualquer outra coisa naquele período, o que seria, afinal, a atitude da grande maioria.

Na realidade, parcela do eleitorado suficientemente ampla para fazer diferença, porque repassa as suas impressões aos desligados, conta com o horário político para balizar as suas decisões e não se deixa levar por pirotecnias de imagem - acostumada que está a identificá-las na programação normal. Além disso, as pesquisas para uso interno das campanhas indicam que a audiência quer menos blablablá e mais propostas terra-a-terra, um sinal eloqüente de amadurecimento.

Quando atendido, o espectador considera que o candidato se dirige a ele diretamente, presta atenção no que ouve e faz comparações - o que o induz a manter ou mudar a sua intenção de voto, se é que já tinha. O horário gratuito, pois, é uma fonte decisiva de informações. A sua influência, para ficar no aqui e agora, ficou nítida no primeiro levantamento do Datafolha depois do início da atual temporada, na última terça-feira. O maior exemplo foi a reviravolta dos números em Belo Horizonte.

Até então, para surpresa de muita gente, as prévias ali eram lideradas pela obscura candidata do PCdoB, Jô Moraes, com 20% dos apoios. Márcio Lacerda, do PSB, candidato do governador tucano Aécio Neves e do prefeito petista Fernando Pimentel, era pouco mais do que um zé-ninguém, com 6% das preferências. Na pesquisa feita na quinta e na sexta-feira passadas, Jô perdeu a dianteira para Lacerda, que avançou olímpicos 15 pontos, depois de ser exibido ao lado de seus populares patronos e de dizer a que vem.

O horário eleitoral também propeliu a candidatura do petista João da Costa, no Recife. Em São Paulo, mudou a relação de forças entre o ex-governador Geraldo Alckmin e o prefeito Gilberto Kassab, do DEM. A diferença entre eles caiu de 21 para 10 pontos (Marta passou para 41%, ou 17 pontos acima do tucano). O peso do horário gratuito - com os acertos da mensagem de Marta, a nova visibilidade de Kassab e a desorientação da propaganda de Alckmin - parece inegável.

As pesquisas também confirmam o outro fato que, para o senso comum, simplesmente não existe: a influência partidária nas escolhas eleitorais. Não é por acaso que a região paulistana onde o predomínio da ex-prefeita alcança seu maior nível - o extremo sul - seja um forte reduto petista. Já se tornou uma referência, a propósito, o estudo Partidos e distribuição espacial dos votos na cidade de São Paulo, dos cientistas políticos Argelina Figueiredo, Fernando Limongi, Maria Paula Ferreira e Paulo Henrique da Silva, do Cebrap.

Debulhando as eleições entre 1994 e 2000, os pesquisadores verificaram que as bases geográficas dos partidos mais votados na capital - PSDB, PT e PPB - são claramente delimitadas. O primeiro tem o seu forte nas áreas centrais e de maior renda; o segundo, nas zonas mais pobres, em especial no leste; e o terceiro, nos bairros tradicionais de classe média baixa. Além disso, o desempenho das três legendas tende a se repetir nas eleições municipais, estaduais e federais, para o Legislativo e o Executivo.

A distribuição do voto por regiões, exprimindo preferências políticas que se relacionam com o perfil social da maioria dos seus moradores, “significa que cada partido conta com um capital de votos nessas regiões que, embora longe de garantir seu êxito eleitoral, constitui uma base de apoio sólida que lhe dá viabilidade em qualquer disputa eleitoral”, apontam os cientistas. A associação entre votações em diferentes eleições “é mais alta no partido mais fortemente organizado, o PT, e mais baixa no mais dependente de liderança individual (Paulo Maluf), o PPB”.

Outro estudo na mesma linha, As eleições municipais em São Paulo: 1985-2004, de Fernando Limongi e Lara Mesquita, trata dos nexos entre as estratégias dos partidos e as mudanças nas preferências dos eleitores. O trabalho comprova que a distribuição dessas preferências pode ser conhecida ou estimada com algum grau de certeza - e que “o eleitorado paulistano tem apresentado considerável estabilidade em suas opções” -, o que dificilmente aconteceria se as vinculações partidárias dos candidatos não contassem na hora do voto.

Claro que o estilo que cada político projeta pode fazer diferença. “Maluf construiu a reputação de um candidato obstinado, aguerrido e radical”, observam os autores. “A estratégia surtiu efeito, garantindo para o seu partido o controle sobre o eleitorado de direita.” O mesmo se aplica à imagem que os principais partidos querem passar ao público. “Não foi outra a estratégia perseguida pelo PT para conquistar o voto até então controlado pelo PMDB”, escrevem.

É sugestiva a constatação de que, analisando em conjunto as seis eleições no período pesquisado, “a direita e a esquerda foram as grandes vencedoras. O centro, representado inicialmente pelo PMDB e depois pelo PSDB, é o mais fraco dos competidores”. Em suma, o voto do paulistano é político-partidário, por menos que aceitem admiti-lo os defensores da ficção de que as pessoas votam em pessoas e os partidos pouco ou nada significam.

Luiz Weis é jornalista


enviada por Igor Souza



26/08/2008 11:20
Marta prepara caminhada com Lula no sábado





Clarissa Oliveira e Joaquim Alessi - O Estado de S. Paulo

Embalada pela liderança nas pesquisas, a campanha da petista Marta Suplicy começou a acertar nos últimos dias os detalhes da primeira participação formal do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na campanha em São Paulo. Marta estará ao lado do presidente no próximo dia 30, muito provavelmente numa caminhada na zona leste.

Apesar das restrições de segurança geralmente impostas pelo Palácio do Planalto, o PT quer realizar a atividade na rua, sem os tradicionais gradis montados para isolar o presidente da população. “Fizemos uma proposta de como será a caminhada e estamos aguardando a resposta do Planalto”, disse o coordenador da campanha de Marta, deputado federal Carlos Zarattini (PT-SP).

A primeira opção do PT é realizar o ato na região de São Miguel Paulista. A Praça do Forró, ponto tradicional da região, chegou a ser cogitada, mas foi descartada devido a restrições ao uso do espaço, parte dele tombado pelo patrimônio histórico. A região de São Mateus foi incluída entre as alternativas desenhadas pelo PT.

Ontem, aliados de Marta avaliavam que a posição da petista na última pesquisa Datafolha, divulgada no fim de semana, ajuda a criar um cenário ainda mais favorável para a visita do presidente. Com 41%, ela abriu 17 pontos de vantagem sobre o rival Geraldo Alckmin (PSDB), que teve 24%. Em terceiro lugar, o prefeito Gilberto Kassab (DEM) ficou com 14%. Marta já havia registrado a mesma marca na última pesquisa Ibope, encomendada pelo Estado e pela TV Globo.

A análise, dentro da campanha petista, é de que o novo cenário ajuda a tirar Marta da linha de ataque dos dois adversários. Aliados da ex-ministra acreditam que Alckmin e Kassab tendem a acirrar a briga entre si nas próximas semanas.

Enquanto acerta os detalhes para o próximo sábado, o PT também começou a discutir a próxima participação de Lula na campanha. A idéia é trazer o presidente para pelo menos mais uma atividade antes do primeiro turno. Por enquanto, a idéia é agendar um comício ou outra atividade semelhante para o final da primeira quinzena de setembro.


enviada por Igor Souza



26/08/2008 11:07
Virado à paulista

Dora Kramer - O Estado de São Paulo

Nessa altura não interessa mais de quem é a culpa: se do governador José Serra, ao planejar a eleição de prefeito sem um candidato com a marca do partido, mas ao molde do roteiro de sua campanha presidencial, ou se do antecessor, Geraldo Alckmin, ao atropelar o projeto e se impor ao PSDB como candidato do partido à Prefeitura de São Paulo.

Importa apenas o fato: de posse das duas máquinas, estadual e municipal, das melhores alianças partidárias (incluindo a captura do PMDB da área de influência do PT) e de uma adversária com alto grau de rejeição e baixa densidade político-eleitoral em sua coalizão, o PSDB constrói uma derrota.

Mas não uma derrota qualquer, daquelas normais, cujas conseqüências nefastas têm prazo de validade e volta por cima no cenário do amanhã.

Dessas, o presidente Luiz Inácio da Silva só em eleições presidenciais sofreu três. O governador José Serra outras tantas e a então prefeita Marta Suplicy uma especialmente impactante: em 2004 perdeu a reeleição para Serra que dois anos antes fora derrotado por Lula, que não conseguiu convencer o paulistano a dar o bis a Marta, que foi ao fundo, emergiu e hoje é líder absoluta nas pesquisas.

A derrota em construção não se limita ao resultado eleitoral. Este pode até virar, não se sabe. Ninguém está livre de um milagre, nem Geraldo Alckmin nem Gilberto Kassab. Ou de um imprevisto, nem Marta Suplicy.

O estrago bordado com esmero em São Paulo - com a participação de artesãos de fora - é de natureza política.

Isso ocorre quando o fracasso independe do resultado. A situação já se desenhava assim desde o começo, quando Marta patinava na largada, Kassab reunia uma vistosa aliança e Alckmin exibia patrimônio eleitoral suficiente para inibir qualquer movimento mais brusco do grupo do governador Serra para matar sua candidatura na marra.

Com a mudança de ventos e o registro da queda de Alckmin em duas pesquisas consecutivas, o quadro deu uma piorada considerável. Candidato oficial do PSDB, o ex-governador desceu do altar do bom-mocismo e partiu para o ataque direto à atual administração de São Paulo.

No programa eleitoral diz que sobra dinheiro e falta competência. Aponta carências de toda sorte: de vagas nas creches, nas escolas, de transporte púbico decente, de moradias, de hospitais, de médicos, de iluminação nas ruas, enfim, a cidade mostrada por Geraldo Alckmin é um horror em matéria de desmazelo e abandono.

Com isso, não ataca Kassab, um ex-deputado do DEM, vice deixado na cadeira por Serra para representá-lo na prefeitura toda montada à base de tucanos. Desde que assumiu a vaga, o substituto não deu um passo nem um pio em desacordo com a concepção de Serra, política e administrativamente falando.

Quando diz ao eleitor de 2008 que a Prefeitura de São Paulo é mal gerida, está informando ao eleitorado de 2010 no Brasil todo que o principal candidato de seu partido à Presidência da República é um mau gestor.

Um caminho que nem o PT nacional, adversário oficial na sucessão de Lula, havia ousado trilhar.

É difícil, embora seja possível, acreditar que a campanha de Geraldo Alckmin não tenha pensado em todas as conseqüências - entre elas a perda do papel da vítima - e atue nessa direção apenas por aflição eleitoral.

Seja qual for o fator, não altera o produto: um candidato a prefeito que se apresenta à disputa para afirmar a marca do partido e depois tenta se credenciar subtraindo credenciais do candidato a presidente do próprio partido.

Algo nunca visto nem no PT das memoráveis guerras de extermínio interno.


enviada por Igor Souza



26/08/2008 11:02
Eleições - Quem sobe, quem cai

Ricardo Noblat - Blog do Noblat

Os resultados das pesquisas de intenção de voto do Instituto Datafolha divulgados no último fim de semana pouco ou nada têm a ver com os efeitos da primeira semana de propaganda eleitoral no rádio e na televisão dos candidatos a prefeito de algumas das capitais do país.

A atenção do brasileiro estava voltada para as olimpíadas de Pequim.

O período de 42 dias de propaganda eleitoral foi inaugurado na última terça-feira dia 19. Nos dias 21 e 22, o Datafolha entrevistou entre 800 a 1.200 eleitores em São Paulo.

Até então apenas dois programas de candidatos a prefeito haviam ido ao ar – embora não devam ser desprezadas eventuais conseqüências dos comerciais veiculados diariamente a respeito deles e que pegam os eleitores desprevenidos. São peças de propaganda mais eficientes do que os programas.[...]

[...]A essa altura, o que o PSDB poderá fazer para evitar o desastre anunciado em São Paulo?

É cedo para falar em desastre ali? Talvez não. Marta Suplicy (PT) continua em ascensão – dessa vez passou de 36% na pesquisa de julho para 41%. Geraldo Alckmin (PSDB) continua caindo - tinha 32% das intenções de voto, agora tem 24%. O prefeito Gilberto Kassab (DEM) foi de 11% para 14%. Paulo Maluf (PP) está com 8% ou 9%. A divisão do PSDB entre Alckmin e Kassab desorientou o eleitorado do partido.

A culpa é de quem? Ora, de Alckmin.

O governador José Serra, a bancada de vereadores do PSDB, secretários municipais e subprefeitos estavam dispostos a apoiar a reeleição de Kassab. Seria o natural. Kassab é Serra na prefeitura.

Aí o filhinho mimado de Pindamonhangaba bateu com o pé e anunciou: “Sou candidato”. Capaz de perder uma eleição para não perder a elegância, o PSDB engoliu a seco a decisão de Alckmin e bovinamente tomou o caminho do matadouro.

Como consertar a situação? E tem conserto?


enviada por Igor Souza



25/08/2008 19:49
É Geraldo ou Alckmin? É situação ou oposição?





25/08 - 13:48 - Ricardo Kotscho

O dilema da esquizofrênica campanha do candidato tucano à Prefeitura de São Paulo começa com o nome: devemos chamá-lo de Geraldo ou de Alckmin? No programa eleitoral do PSDB, como na campanha presidencial de 2006, ele é o Geraldo. Na imprensa e nas ruas, ele continua sendo identificado como Alckmin.

Pode parecer um detalhe, mas se seus mentores políticos e marqueteiros não conseguem resolver nem o prosaico dilema do nome de guerra do candidato, como encontrar uma solução para outro muito mais complicado?

Afinal, ele é candidato da situação (o PSDB integra a aliança do governo municipal que elegeu José Serra prefeito e, Gilberto Kassab, do DEM, como vice) ou da oposição? O governador José Serra queria porque queria manter a aliança, apoiando agora Kassab para a reeleição, assegurando assim o apoio do DEM (ex-PFL) para a sua campanha presidencial em 2010.

Acontece que o ex-governador Geraldo Alckmin atropelou seus planos. Queria porque queria ser candidato à Prefeitura agora nas eleições de outubro.

Deu no que deu. Com o candidato tucano em queda livre nas pesquisas do Ibope e do Datafolha, assistindo à disparada de Marta e ao crescimento de Kassab, o pacto de não agressão entre os dois candidatos da situação já foi para o espaço.

O objetivo de Geraldo (ou de Alckmin?) agora, segundo leio nos jornais desta segunda-feira, é dinamitar a gestão Kassab. Mas, como, se a maioria dos secretários municipais é do PSDB, nomeados por Serra quando ele estava na cadeira de prefeito?

O pior de tudo é que, com a ajuda dos seus neo-aliados do PTB, entre eles o vice Campos Machado e o estadista Sérgio Mallandro, o próprio, o candidato tucano resolveu atacar exatamente a área que é a grande bandeira do seu correligionário Serra: a saúde”.

Serra até gravou mensagem de apoio para o programa de TV do Geraldo (ou de Alckmin?), mas em seguida viajou para o Japão, e não se teve mais notícia dele sobre qual, afinal, o candidato que tem seu apoio, já que Kassab também garante ter a preferência do governador.

Com a dúvida plantada no eleitorado do arraial demo-tucano, a petista Marta Suplicy, que há tempos deixou de ser Suplicy e é só Marta, do alto dos seus 41% nas pesquisas deu-se até ao luxo de tirar uma folga no domingo, sem fazer campanha, a menos de 40 dias das eleições.

Posso estar enganado, mas, depois de dar um nó em todo mundo, ao obter o apoio do PMDB de Orestes Quércia, que era desejado pelos outros candidatos, para Gilberto Kassab, agora José Serra corre o risco de sair como o grande perdedor na eleição de São Paulo, em qualquer hipótese.

Se for confirmada a vitória de Marta apontada pelas últimas pesquisas, a ala alckimista dos tucanos o culpará pela divisão do partido e certamente não se animará a fazer muitos esforços para eleger Serra presidente em 2010.

Se Alckmin virar o jogo e ganhar a eleição, vai ganhar força no partido e se tornar um concorrente do próprio Serra, já que está fechado com Aécio Neves, que o apóia em São Paulo, para a disputa presidencial.

E, se por acaso ganhar Kassab, da mesma forma, os seguidores de Alckmin vão responsabilizar Serra por mais uma derrota do candidato tucano, como já aconteceu nas eleições de 2006.

Fica difícil neste momento dizer quem se encontra numa encalacrada maior: se o ex-governador Geraldo (ou Alckmin?) ou o atual governador José Serra (quem ele vai apoiar na volta do Japão?), que miraram em 2010 e agora correm o risco de atolarem juntos em 2008.


enviada por Igor Souza



25/08/2008 16:06
No rádio, Kassab questiona a relação de Alckmin e Serra

Prefeito diz que tucano não acabou com as escolas de lata pois 'não se entendia' com o companheiro de partido

Bianca Pinto Lima, do estadao.com.br





SÃO PAULO - O candidato à Prefeitura de São Paulo e atual prefeito, Gilberto Kassab (DEM), utilizou o horário eleitoral gratuito do rádio para falar sobre as suas realizações na área da educação e aproveitou para criticar as gestões de Marta Suplicy (PT) e Geraldo Alckmin (PSDB). Kassab disse que acabou com as 54 escolas de lata deixadas por Marta e colocou em dúvida a relação de Alckmin com o atual governador José Serra. "O Geraldo também não ajudou a acabar com as escolas de lata. Mas o prefeito e o governador hoje se entendem, antes não se entendiam", afirma o apresentador do programa. Em 2002, Alckmin foi eleito governador para o período de 2003-2006 e trabalhou em parceria com Serra na Prefeitura.

O candidato do DEM comparou ainda os índices de alfabetização da sua gestão com a da ex-prefeita Marta, ressaltando que agora 85% dos alunos terminam a segunda série sabendo ler e escrever, contra 65% da gestão anterior. Apesar de ter sido um projeto da Marta, Kassab afirmou que dará continuidade aos CEUs (Centro Educacional Unificado), construindo mais 25 unidades com menos recursos do que utilizou a ex-prefeita.

Já Marta Suplicy voltou a colar sua imagem na do presidente Lula. "Agora com a forte parceria do Lula vamos colocar em prática vários projetos", diz a candidata. Em um jingle, a ex-prefeita reforça a parceria com o seu maior cabo eleitoral: "quatro mãos para fazer mais pela cidade".

A candidata escolheu falar sobre a saúde e voltou a afirmar que durante sua gestão a Prefeitura tinha poucos recursos e que poderá fazer bem mais agora que tem dinheiro em caixa. As críticas à atual gestão também permaneceram no programas desta segunda-feira, com destaque para as filas nos hospitais e a longa espera por exames médicos.

Alckmin focou seu programa desta segunda na saúde e também criticou a atual gestão de Kassab. Usando como exemplo duas paulistanas que enfrentam dificuldades para conseguir atendimento, uma delas grávida, o candidato do PSDB prometeu integrar todos os serviços da área por meio do SIM - Saúde Integrada Municipal. Geraldo também valorizou sua experiência de médico como algo que o auxiliará no processo de melhora do atendimento na cidade.

Paulo Maluf seguiu a mesma linha e escolheu a saúde como tema do programa. O candidato do PP prometeu recriar o Plano de Atendimento à Saúde (PAS), marca de sua gestão quando prefeito da cidade, e oferecer tratamento odontológico gratuito à população.

Ciro Moura (PTC) falou sobre moradia e prometeu destinar mais recursos à Cohab e construir casas populares em parceria com a iniciativa privada. Sonia Francine (PPS) também falou sobre habitação e defendeu a criação de uma carta de crédito à população de baixa renda que mora em condições precárias. Renato Reichmann (PMN) afirmou que com o orçamento de R$ 25 bilhões da cidade de São Paulo poderá contratar 12 mil professores e 1.400 médicos. Ivan Valente (PSOL) afirmou que não aceitará dinheiro de bancos e empreiteiras. Já Edmilson Costa (PCB)ressaltou que não faz parte da política tradicional, já que é a primeira vez que disputa um cargo eletivo. Levy Fidelix (PRTB) insistiu na construção do Aerotrem e de anéis viários. E Anaí Caproni (PCO) atacou mais uma vez os "capitalistas", que defendem os interesses dos bancos.


enviada por Igor Souza



25/08/2008 10:55
Em queda, Alckmin tenta desmontar gestão Kassab





JOSÉ ALBERTO BOMBIG - Folha de S.Paulo

O crescimento da candidatura de Gilberto Kassab à reeleição, segundo a mais recente pesquisa Datafolha, pôs fim à possibilidade de um acordo entre democratas e tucanos já no primeiro turno para transformar Marta Suplicy (PT) em alvo preferencial e exclusivo do prefeito e de Geraldo Alckmin. Ao invés disso, o ex-governador e candidato tucano deverá intensificar as críticas à atual administração paulistana, que tem o PSDB entre seus quadros, como forma de tentar evitar que a boa avaliação do prefeito --40% de ótimo e bom-- se transfira para o candidato.

Outro flanco em que ele deverá investir para convencer o eleitorado antipetista será vender a idéia de que Kassab representa o "continuísmo". "O Kassab é o voto conservador. O Geraldo é o voto progressista, de mudança", afirmou ontem o deputado federal Edson Aparecido, coordenador-geral da campanha tucana.

De acordo com o Datafolha publicado ontem, Marta tem 41% das intenções de voto, contra 24% de Alckmin, 14% de Kassab e 9% de Maluf (PP). Em relação ao levantamento anterior, o tucano caiu oito pontos e o democrata subiu três, menos de uma semana após o início do horário eleitoral gratuito.

Até a semana passada, emissários do ex-governador e candidato tucano tentavam convencer Kassab de que, transcorridos dez dias da propaganda eleitoral gratuita de rádio e televisão, se o democrata não reagisse, deveria mirar Marta. A proposta foi rechaçada.

Entre os petistas, a avaliação é que, quanto mais os históricos aliados no Estado se digladiarem, mais aumentarão as chances da petista no segundo turno e até mesmo a possibilidade de ela liquidar a fatura já na primeira fase da disputa. Marta, a exemplo do que fez semana passada, continuará provocando os adversários, que disputam o apoio de Serra, enquanto trará oficialmente o presidente Luiz Inácio Lula da Silva para sua campanha.

Dinamite

A estratégia de "dinamitar" a administração Kassab, no entanto, esbarra no fato de o atual prefeito ser o substituto do governador José Serra (PSDB), que trocou o município pelo Estado em 2006. Nesse sentido, críticas ao primeiro atingiriam o segundo. Por conta disso, os democratas dizem que Alckmin é um candidato sem discurso.

"Nós temos discurso, o que o Geraldo não tem é dinheiro, é máquina. Nós vamos apontar os problemas da cidade", afirmou Aparecido. O próprio Alckmin vai na mesma linha: "Não farei críticas a pessoas, mas vamos apontar os problemas que interessam ao povo". Por enquanto, o principal alvo dos ataques continuará sendo a saúde.

A resposta foi dada por um tucano kassabista, o secretário municipal de Esportes, Walter Feldman. "Alckmin admite que a administração é boa. Querer evitar que essa aprovação se transforme em votos para o prefeito Kassab é menosprezar a inteligência do eleitor. Atacar a administração municipal que foi iniciada por Serra e tem, ainda hoje, maioria de secretários e subprefeitos do PSDB é atacar Serra e o partido."

Colaborou FERNANDO BARROS DE MELLO, da Folha de S.Paulo


enviada por Igor Souza



24/08/2008 22:12
Marta tem maior vantagem sobre Alckmin nos extremos sul e leste de SP

Folha Online





A candidata do PT à Prefeitura de São Paulo, Marta Suplicy, tem sua maior vantagem sobre o adversário Geraldo Alckmin (PSDB) na periferia da capital, nos extremos sul e leste, segundo pesquisa Datafolha divulgada neste sábado (23) e publicada na edição da Folha deste domingo.

Em toda a zona sul --somando extremo sul ao sudeste-- Marta tem 49% das intenções contra 22% de Alckmin e 13% do atual prefeito. O tucano também perdeu posição em relação ao prefeito e candidato pelo DEM, Gilberto Kassab, que teve avanço na zona norte. Alckmin enfrenta forte queda nessas três regiões da cidade, sobretudo no extremo leste, parte populosa onde o tucano perdeu 17 pontos percentuais --nesta região, Marta apresentou um crescimento de seis pontos, enquanto Kassab teve uma variação positiva de quatro pontos.

Em um eventual segundo turno entre Marta e Alckmin, a petista venceria com 49% das intenções de voto, contra 44% do tucano --foi a primeira vez, desde a primeira pesquisa Datafolha sobre sucessão municipal, que Marta aparecer à frente de Alckmin no 2º turno.

Contra Kassab, Marta venceria com 55% das preferências, contra 35% do democrata. Alckmin venceria Kassab por 57% a 28%.

Segundo o Datafolha, a intenção de voto espontânea também sinaliza a consolidação de Marta na liderança: na pesquisa, 30% dos entrevistados disseram que votariam na petista para prefeita, antes da apresentação dos cartões circulares com os nomes dos candidatos, contra 22% na pesquisa anterior.

Para Marta, a população "começou a pensar na campanha". "A população sabe qual é o meu parceiro [...]. E vê qual é o clima de parceria que os outros candidatos apresentam. Acho que isso conta e isso está sendo muito vantajoso para nós", disse.

Já o atual prefeito diz esperar subir conforme a campanha for avançando. "Estou muito feliz com esses números. Isso mostra que nossas expectativas estavam corretas", afirmou Kassab.

Alckmin minimizou a pesquisa e disse que não vai mudar sua estratégia na disputa, mas sim intensificar sua campanha de rua. "Essas oscilações são normais no início da campanha eleitoral. [...] A eleição não é domingo, a eleição é no dia 5 de outubro."

O candidato Paulo Maluf (PP), por sua vez, demonstrou otimismo. "Estou satisfeito com o resultado, que mostra empate técnico com o atual prefeito, já que a campanha está apenas começando", afirmou.


enviada por Igor Souza



23/08/2008 16:20
Marta abre 17 pontos de vantagem sobre Alckmin

Diferença de Alckmin para Kassab diminui de 21 para 10 pontos percentuais


Fonte: Datafolha





A candidata do PT à prefeitura de São Paulo, Marta Suplicy, atinge 41% das intenções de voto, e abre uma vantagem de 17 pontos percentuais sobre o segundo colocado, Geraldo Alckmin, do PSDB, que obtém 24% das preferências, segundo pesquisa realizada pelo Datafolha nos dias 21 e 22 de agosto, a 44 dias do primeiro turno da eleição. No levantamento anterior, realizado nos dias 23 e 24 de julho, Marta e Alckmin empatavam, em razão da margem de erro da pesquisa, de três pontos percentuais: a petista atingia 36% e o tucano obtinha 32% das intenções de voto. Em um mês, a ex-prefeita ganhou cinco pontos percentuais, enquanto o candidato do PSDB perdeu oito.

A pesquisa, a primeira após o início da exibição do horário gratuito dos candidatos a prefeito na TV, no dia 20, também mostra que Marta empata com Alckmin em simulação de segundo turno, além de crescimento na taxa de intenção de voto espontânea e ligeira variação na taxa de rejeição à petista.

O atual prefeito, Gilberto Kassab, oscilou três pontos para cima: o candidato à reeleição pelo DEM passou de 11% para 14% das preferências. Paulo Maluf oscilou de 8% para 9% das preferências. Assim, se mantém o empate entre os dois candidatos. Considerando a margem de erro de três pontos percentuais, Kassab pode ter entre 11% e 17% das intenções de voto. Maluf, por sua vez, pode ter entre 6% e 12% das preferências.

Soninha (PPS) se manteve com 2% das intenções de voto. Ciro (PTC) e Ivan Valente (PSOL), que na pesquisa anterior obtinham 1% das menções, cada, embora citados, não atingiram esse percentual no atual levantamento. Edmilson Costa (PCB) e Levy Fidelix (PRTB) foram citados, mas não atingem 1%, como ocorria na pesquisa de julho. Anaí Caproni (PCO) e Renato Reichmann (PMN), cujos nomes constavam do cartão circular apresentado aos entrevistados, não receberam nenhuma menção.

Se a eleição fosse hoje, 5% votariam em branco ou anulariam o voto. Não saberiam em quem votar 4%.
Foram ouvidos 1093 eleitores da cidade de São Paulo, a partir dos 16 anos de idade.

Outro dado da pesquisa demonstra a consolidação da liderança de Marta: a intenção de voto espontânea. O percentual dos que dizem, antes da apresentação dos cartões circulares com os nomes dos candidatos, que gostariam de votar na petista para prefeita, subiu oito pontos percentuais em relação à pesquisa anterior, passando de 22% para 30%. Citam Geraldo Alckmin de maneira espontânea 14%; eram 13% na pesquisa anterior. A taxa de menções espontâneas a Gilberto Kassab oscilou de 7% para 10%. Paulo Maluf é citado espontaneamente como seu candidato a prefeito por 5%.

O percentual dos que não sabem dizer espontaneamente em quem gostaria de votar para prefeito caiu 11 pontos percentuais, de 43% para 32%. A taxa dos que afirmam de maneira espontânea que pretendem votar em branco ou anular oscilou de 7% para 5%.

São Paulo, 22 de agosto de 2008


enviada por Igor Souza



23/08/2008 16:12
Urbanismo é Política

Carta Capital – Ano XV – nº 510 – 27 de agosto de 2008





Nirlando Beirão

Existe, no Parque do Ibirapuera, em São Paulo, um auditório projetado por Oscar Niemeyer. Foi lá que João Gilberto se apresentou, na semana passada, no seu rumoroso show de welcome back. O auditório estava no projeto original do parque, construído em 1954 para o quarto centenário da ainda provinciana metrópole. O projeto ficou no papel, até que a Prefeita Marta Suplicy, com aquela sua audácia meio espaventada, encarou a obra. Com a ajuda da TIM, construiu o auditório a tempo de pegar a comemoração, aí sim, dos 450 anos. Quer dizer: Marta teria tido tempo de inaugurá-lo, se não fosse a ação hostil de uma Justiça descaradamente a serviço de uma causa político-partidária. Os adversários, à época, gritavam que era obra inútil e faraônica. Em 2005, o prefeito José Serra, o breve, estava lá, todo pimpão, inaugurando a obra que nunca foi sua. O tucanato é assim. Esperneia, xinga, reclama, mas, com sua energia negativa, não produz nada. Citem uma obra de verdade do ex-prefeito Serra, o catatônico, que esta coluna paga um doce.


enviada por Igor Souza



23/08/2008 16:05
No ar, o Dr. Alckmin

Eleição em São Paulo - Blog de Noblat

No capítulo eleitoral da tarde de hoje em São Paulo, o zen Geraldo Alckmin (PSDB) fez o que muita gente implorava que fizesse na campanha presidencial: assumiu o seu lado médico de ser. E ao finalmente sair de Pinda para retomar sua especialidade profissional, aproveitou para tentar aplicar anestesia-geral no medalha de bronze Gilberto Kassab (DEM).

Do alto do seu jaleco, após fazer um diagnóstico sombrio da saúde na cidade administrada por Kassab, o dr Alckmin deu solução para tudo - de integração dos serviços à construção de hospitais, policlínicas e o escambau. Tudo com sigla, tudo com número, tudo com fotografia. E tudo perto de casa, prometeu.

O golpe de Alckmin foi de tiro longo, para alcancar também, lá no outro lado do mundo em que se encontra desde a véspera da estréia da campanha na TV, o governador José Serra. Não precisa explicar mas não custa lembrar: Saúde é a grande marca de Serra desde o Ministério. Tanto é que um dos motivos da derrota da candidata Marta Suplicy (PT) para ele nas últimas eleições é atribuído ao fato dela ter agendado este tema na campanha. Com força na Educação por causa dos CEUs, ela focou na proposta de um CEU da Saúde. Entrou na seara do adversário e deu no que deu.

Agora é diferente. Alckmin abandonou a medicina pela política, mas não pode se dizer que não seja médico. Quanto a Kassab, não foi ministro nem médico, é engenheiro, portanto não tem credenciais para essa disputa. De outro lado, Kassab é o fiel depositário da marca do padrinho político e antecessor, especialmente de sua menina dos olhos, as AMAs.

É, o candidato do DEM vai ter que largar rapidinho a pilha de papéis e o paletó que carrega na mão nos seus comerciais na TV, pois vai precisar usar os dois braços, quem sabe até um pé, nessa briga em que se meteu com seu parceiro histórico, o PSDB.

A jornalista Cila Schulman é estrategista e coordenadora de comunicação de campanhas eleitorais desde 1988. Estudou na “Graduate School of Political Management” da “George Washington University” e é membro e palestrante de entidades internacionais como IAPC – Associação Internacional de Consultores Políticos -, EAPC – Associação Européia de Consultores Políticos e Alacop – Associação Latino Americana de Consultores Políticos.


enviada por Igor Souza






Feed: Seja avisado quando este blog for atualizado :: (O que é isso?)




.

Você vai encontrar neste espaço informações, projetos e comentários sobre São Paulo. O objetivo é discutir problemas, buscar soluções, mas também retratar a extraordinária diversidade cultural, comportamental e humana da cidade. Esperamos igualmente contribuir para uma reflexão mais ampla sobre São Paulo e suas principais escolhas.

Perfil

O blog "DE OLHO EM SÃO PAULO" é gerenciado por um grupo de estudantes da PUC de São Paulo, entre os quais Ronaldo Ximenes, do curso de Direito, e Igor Souza, do curso de Administração.

 







Links

Câmara Municipal de S.Paulo
Bancada do PT na Câmara
Diretório Municipal do PT/SP
Site Oficial do PT
Blog do Zé Dirceu
Blog do Favre